ITCD SEF MG
Redesenhando a experiência de um serviço tributário do início ao fim.
Como reestruturamos a declaração e análise do ITCD para tornar um serviço tributário extenso mais claro, automatizado e eficiente.
Discovery
User Flows
UX/UI
Prototipação
Validação
Handoff
PAPEL
Product Designer
EMPRESA
Extreme Digital Solution
CLIENTE
Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais — SEF/MG
01 / CONTEXTO
Uma mesma jornada, vista por diferentes lados.
O ITCD é um sistema da SEF/MG usado na declaração e análise do imposto sobre heranças e doações. De um lado, cidadãos e advogados preenchem e acompanham as declarações. Do outro, servidores analisam essas informações e dão continuidade ao processo.
O sistema anterior atendia essa jornada, mas utilizava uma tecnologia antiga e ainda dependia de bastante trabalho manual. Ao mesmo tempo, regras tributárias, relações familiares e a divisão dos bens tornavam o processo naturalmente complexo.
O que o sistema pode resolver para que o usuário não precise resolver sozinho?
02 / PROCESSO
Entender as regras fazia parte do trabalho de design.
Entrei no projeto ainda nas primeiras sprints e participei da estruturação de grande parte dos fluxos. O trabalho acontecia junto aos servidores da SEF/MG e à equipe de requisitos, combinando o conhecimento sobre as regras do negócio com o que já existia no sistema legado.
A partir dessas conversas, eu desenhava os fluxos, apresentávamos as propostas e refinávamos as decisões antes de chegar às interfaces.

Grande parte do trabalho começava antes da interface: entender regras, exceções e dependências para decidir como o sistema deveria se comportar.
03 / DECISÕES
Três problemas. Três formas diferentes de lidar com a complexidade.
O ITCD é um produto extenso, com muitas regras e diferentes fluxos. Escolhi três decisões que representam bem como trabalhamos para tornar essa complexidade mais fácil de entender e usar.
01 — Pendências
De revisar toda a declaração → para saber onde agir.
02 — Árvore Genealógica
De uma lista de pessoas → para relações que podem ser compreendidas visualmente
03 — Partilha de bens
De cálculos e regras complexas → para uma divisão automatizada, mas ainda flexível.
01 — Pendências
De revisar tudo a saber onde agir.
Tudo continua acessível. Mas nem tudo precisa exigir a mesma atenção.
02 — Árvore Genealógica
De uma lista de pessoas a relações que podem ser entendidas visualmente.
Antes, os beneficiários eram apresentados individualmente em uma tabela. Os dados estavam disponíveis, mas entender como aquelas pessoas se relacionavam dentro da família dependia de quem preenchia ou analisava a declaração.
Criamos uma Árvore Genealógica que organiza os beneficiários a partir dos vínculos informados no cadastro, tornando as relações familiares e a linha sucessória mais fáceis de visualizar.
A informação já existia. O que mudou foi a forma de enxergar suas relações.
03 — Partilha de bens
De cálculos complexos a uma divisão automatizada, mas ainda flexível.
A divisão dos bens entre os beneficiários segue regras específicas e pode ter impacto direto na tributação. Fazer esses cálculos manualmente aumentava o trabalho do usuário e tornava a etapa mais suscetível a erros.
O sistema passou a calcular automaticamente a partilha legal, mantendo a possibilidade de informar uma divisão diferente quando necessário. Nesses casos, a interface apresenta as possíveis consequências tributárias e mantém a partilha legal sempre como referência.
Automatizar a regra sem tirar do usuário a possibilidade de decidir.
04 / EVOLUÇÃO
O produto continua evoluindo depois da implementação.
Os protótipos eram validados com a área de negócio antes do desenvolvimento e, posteriormente, homologados com usuários.
Depois da entrada em produção, pontos de fricção identificados voltavam para o time como oportunidades de melhoria, garantindo que a experiência pudesse continuar sendo aprimorada.

05 / IMPACTO
17.348 → 6.696
Protocolos em estoque
aproximadamente 61% de redução
37,6 → 13,3
Dias úteis de prazo médio de análise
aproximadamente 65% de redução
Os resultados refletem o conjunto de mudanças realizadas no produto e no processo (incluindo automações, novos fluxos e melhorias na análise) e não uma funcionalidade isolada.
06 / APRENDIZADO
A complexidade não desaparece, mas precisa ser organizada para não atingir o usuário final.
No ITCD, simplificar significou entender o que precisava continuar nas mãos das pessoas e o que poderia ser resolvido pelo próprio sistema.
Às vezes, isso significou direcionar a atenção. Em outras, tornar relações visíveis ou automatizar regras sem retirar o controle do usuário.


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ARIEL BERTOLA · Product Designer · Brasil
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